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  • Louise Piloto da Silva

Por que fazer um planejamento sucessório?

Em posts anteriores, já definimos o que é o planejamento sucessório. Recomento a leitura prévia do post "O que é planejamento sucessório?", caso ainda não tenha lido. É possível acessar esse conteúdo por meio do link a seguir: https://www.louisepilotoadvocacia.com/post/o-que-%C3%A9-planejamento-sucess%C3%B3rio


Dito isso, agora que você já entendeu o conceito, vem a pergunta: "Por que fazer um planejamento sucessório?". A seguir, podemos conferir 10 vantagens e benefícios que sua família pode encontrar ao optar por fazer um planejamento sucessório:

  1. Proteção patrimonial: o afastamento de possíveis desavenças familiares e redução tributária favorecem a continuidade do patrimônio no núcleo familiar;

  2. Economia tributária: em muitos casos, a opção pelo planejamento sucessório pode trazer economia tributária em relação ao inventário comum;

  3. Manutenção da harmonia familiar: utilizando das ferramentas de planejamento sucessório para fazer valer as vontades da família, a chance de haver desentendimentos familiares por conta de herança reduz bastante;

  4. Garantia de realização da vontade do planejador/autonomia: com o planejamento, o proprietário dos bens pode destiná-los da forma que preferir e distribuí-los para seus herdeiros como achar mais pertinente, claro, obedecendo os limites legais;

  5. Evitar a inacessibilidade dos bens quando do falecimento: ao realizar o planejamento antecipadamente, podemos evitar que, com a morte da pessoa, os bens fiquem bloqueados e/ou inacessíveis aos herdeiros após a morte. A depender do tipo de planejamento escolhido, os bens já estarão destinados previamente aos herdeiros, que podem usufruir deles livremente a qualquer tempo, agilizando a distribuição dos bens em questão;

  6. Diminuição de tempo e burocracias: em comparação ao inventário, o planejamento sucessório, a depender do mecanismo escolhido, pode se realizar de forma mais ágil e menos burocrática, sem depender do poder judiciário exclusivamente;

  7. Garantir a continuidade de atividade empresarial: considerando que o planejamento sucessório prestigia a vontade do futuro autor da herança, é possível estruturar uma destinação mais cuidadosa da empresa (especialmente empresas familiares), para que seja destinada àquele herdeiro que mais tem condições de manter a atividade empresarial, e também fazer alterações prévias na empresa que favoreçam sua manutenção após a morte do sócio;

  8. Regras para administração dos bens: é possível criar regramentos considerando a competência técnica e aptidões dos herdeiros para sucessão na atividade empresarial e na administração dos bens, facilitando sua manutenção;

  9. Proteger sucessores mais vulneráveis: há casos em que existe algum herdeiro na família que não tem as mesmas condições de garantir seus interesses que os demais, como por exemplo, um filho menor ou com necessidades especiais. Com o planejamento sucessório, há medidas que podem trazer mais proteção a esses herdeiros mais vulneráveis;

  10. Garantia financeira aos herdeiros no momento da abertura da sucessão: ainda que a família não opte por fazer um planejamento sucessório mais robusto, a contratação de um seguro de vida e a regularização prévia dos bens, por exemplo, são mecanismos de planejamento mais simples, mas que podem garantir ao herdeiro um apoio financeiro no momento da abertura do inventário.

Podemos concluir, portanto, que a busca pelo planejamento dos bens para o momento de sua morte, apesar de ser um assunto não muito desejado no seio familiar, é, na verdade, um ato de amor por aqueles que ficam. A busca pelo planejamento demonstra uma preocupação para além de nossa existência, já que devemos procurar oferecer aos nossos herdeiros o cenário mais tranquilo possível para um momento tão doloroso. Gostaria de conversar sobre o planejamento da sua família? Entre em contato: https://wa.me/message/2AJXEX5NT6VOD1

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